domingo, 5 de fevereiro de 2012


Ora bem.
Num país que está a atravessar uma crise muito grave, um estudante tem dois destinos.
Ou nasceu numa família rica e é capaz de completar a licenciatura, ou nasceu numa família mais pobre e tem que se esforçar para o fazer.
Tomemos em atenção este último caso.
Uma pessoa que esteja na faculdade, tem que pagar propinas, certo? Tirando fotocópias, livros, transportes e tudo o mais.
Essa mesma pessoa tem que encontrar maneira de suportar financeiramente todas essas coisas... Então, resolve trabalhar. Os trabalhos que encontra (note-se: não são empregos) não são conciliáveis com as aulas, pelo que terá que se esforçar o quadruplo, para conseguir fazer as cadeiras. O estado, simpático como sempre é, corta o abono familiar, sim, porque acha que é muito o que dão.
Acabamos por não conseguir juntar dinheiro (foi gasto em propinas, transportes, etc) e acabamos também por não conseguir completar as cadeiras (porque, devido ao trabalho, não tinhamos tempo nem cabeça para estudar).
Como é que, quiçá, poderemos conseguir essa licenciatura? Pedindo esmola, lá está.
Porque trabalhar, que é honesto, e reconhecível, não podemos, porque é quase impossível conciliar com a escola. E se não trabalharmos, não podemos frequentar essa escola.
Que bonito...

2 comentários:

  1. É verdade, mas não há nada a fazer, o remédio é mesmo esse. O problema é que mesmo trabalhando, perdemos sempre no minimo mais um, senão dois ou três anos da nossa vida para tentar acabar a licenciatura e, consequentemente, mais dinheiro. É a vida.

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  2. Grande verdade, infelizmente, é o país que temos..

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